domingo, 22 de janeiro de 2012

O Seu Marido Oscar


Sábado de sol, dia desses (mentira, foi ontem). Combinação rara em Curitiba nesse verão: dia de folga e tempo bom, o que precisa ser aproveitada ao máximo. Mas a noite de sexta havia terminado tarde e não conseguimos acordar cedo para ir à praia como planejado.
A solução teria que ser outra. Mas nada nos impediria de passar o sábado refesteladas sob o sol. Nada!
Minha amiga “Lucrécia” (curtiu o pseudônimo, friend?) lembrou-se de que quando era casada como seu marido Oscar, costumava freqüentar a piscina do Clube de Golfe enquanto o dito percorria os gramados nas intermináveis partidas. Estava escolhida a piscina e a aventura do dia!
Munidas dos petrechos de banho sol (“óclão”, chapéu, protetor solar, bronzeador, a Vogue do mês, palavras cruzadas e muita cara de pau), lá fomos as três rumo ao seletíssimo clube.
Entramos, estacionamos, nos dirigimos à piscina fazendo cara de ricas e pose de madame e nos instalamos como se pertencêssemos mesmo ao local. Afinal todo mundo sabe que para uma mentira ser aceita, a primeira coisa é acreditar nela.
Claro que havia um plano detalhadamente elaborado para o caso de sermos pegas. Lucrécia diria que estava ali para encontrar  Oscar que estava jogando golfe. Se o funcionário enxerido respondesse que Oscar não estava jogando golfe naquele dia, aí Lucrécia faria a cena da mulher traída (“O que? Ele não está aqui? Oh my God! Então só pode estar com aquela sirigaita! Ele jurou que havia sido só um deslize, que não significou nada, e agora isso? É o fim!”). Funcionário de clube nenhum no mundo ia querer se responsabilizar pelo fim do casamento de um sócio, então, confiando no bom senso do tal funcionário, ele confirmaria a presença de Oscar no local e a piscina continuaria sendo nossa.
Se mesmo assim desse errado, então eu salvaria a pátria. A minha desculpa, em inglês, claro, para dar mais credibilidade, seria que o meu marido, Mr. Nakamura estaria jogando golfe. Segundo a Lucrécia, o clube está sempre cheio de japoneses milionários e estrangeiros e que algum deles tinha que ser chamar “Nakamura”!  E eu já me imaginei com meu quase 1,80m, casada com um japonês de 1,50m, que joga golfe, aquele esporte sem um pingo de testosterona.  E quase morri de dó de mim mesma pelo frustrante destino fictício que havia me imposto...
Sei lá se porque temos mesmo muita sorte ou se porque a cara de “ricas” funcionou, mas ninguém perguntou nada. Usamos a piscina, comemos, bebemos e curtimos o dia tranquilamente. No final da tarde, com a cara de pau que já incorporamos, fomos até o bar, explicamos aos funcionários que não esperaríamos Oscar  terminar a partida (imaginária) de golfe, pagamos a conta e fomos embora, felizes e bronzeadas (não no meu caso, é claro).
E assim descobri que a letra da música Lua de Cristal da Xuxa, é mesmo pura verdade: “Tudo pode ser, só basta acreditar”...
Ah! E não tentem fazer isso em casa. As atrevidas dessa história são altamente treinadas!

1 comentários:

Anônimo disse...

hahahahhahahahaha
to chorando de rir...e acabou de me dar um devá jù guria...certeza que já fizemos isso e eu já escrevi isso no blog tbem. Efeito sibutra tá forrrrteee...kkkkk
E abrimos uma conta no nome do Oscar pra comer e beber...hahahahahahaha
ADOROOOO nossa combinação bombástica!
BJO BJO BJO BJO
MRS.OSCAR