Tem um vazio aqui.
E eu não sei o que fazer com ele.
Sim, incomoda, admito! E incomoda muito.
Como pode um vazio preencher tanto espaço? É tão grande que às vezes sinto ele me apertar no canto da cama, ou empurrar o meu assento do carro, ou se espremer comigo dentro do box do banheiro. Ele está o tempo todo ao meu lado, me lembrando da existência desse nada que é imenso, denso, intransponível.
E esse nada tem ocupado meus dias e minhas noites. Minha vida se resume a dar um fim na presença dessa ausência que me leva à loucura.
Já perguntei a Deus e ao diabo o que fazer. Enquanto um me pediu dedicação e sacrifício, o outro me ofereceu diversão e entretenimento. Nem um e nem outro conseguiram amenizar essa angústia. Nem as semanas de oração, nem as noites em claro de farra. O vazio se afasta por uns instantes, mas quando me vê só, sã e sóbria de novo, se instala, com mais força, com mais peso.
Já tentei ir pra longe. Não tive pudor em fazer malas e me bandear para qualquer outro lugar que me parecesse menos solitário. Mesmo que por alguns dias. Fui. Viajei, me mudei, tentei, experimentei, arrisquei. E o maldito me segue com o faro de um pastor alemão. No meio da euforia de tê-lo feito sumir, num lampejo de lucidez, eu o percebo ali, sentado à minha frente, rindo, zombeteiro, da minha cara.
Já procurei um amor que preenchesse esse espaço em branco, e no fim consegui foi só me dividir entre o homem ao meu lado e o vazio do outro lado.
Já concentrei minha energia no meu lado de fora: conquistas, projetos, desafios. Desviei o foco desse interior perturbado e incrivelmente realizei tudo a que me propus. Senti satisfação, paixão, prazer, orgulho e uma vontade de andar sorrindo pelo mundo. Por cinco minutos. Porque logo o vazio me lembra de que tudo, todo o resto é efêmero, exceto ele.
Ele me quer. E nada que eu tenha feito produziu algum efeito para afastá-lo.
Na minha vida há um vazio “impreenchível”.
Esgotei minhas opções para extirpá-lo de mim. E nada que eu faça acaba com esse vazio. Não tenho mais nenhuma idéia brilhante. Nenhuma idéia. Nem mesmo uma ruim. Nada.
Nada. Como esse vazio que tenho aqui.
3 comentários:
Eu não vou curtir, e eu te amo sis!!!
Quando Deus nos criou, nos fez para sermos templo de Seu Espírito, ele nos crou para O adorarmos.Por isso dentro de cada um de nós existe um vazio que é exatamente do tamanho de Deus e só pode ser preenchido por ele.
Se não pedirmos para Deus habitar em nós (porque temos que O convidar, Ele não invade nosso ser), sentimos esse vazio na alma.
Quando Deus preenche, não sentimos mais esse vazio interior que nada mais é do que a “falta de Deus”.
Um dia eu chamei:”Jesus(o Deus Filho), vem morar no meu coração!Entreguei meu caminho a Ele, confiando em sua palavra que diz:
“Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14.6)
"Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Marcos 8:36)
Caríssima, são as borboletas que nos faltam, não tenho dúvidas.
Postar um comentário