sábado, 30 de julho de 2011

Blearghhh!!!


Ontem fui a um bar “rock´n roll” tradicional aqui da cidade. Fui para levar alguns amigos que estão de passagem pela cidade e que curtem o gênero. O que a gente não faz pelos amigos...?
Que eu sou fã do sertanejo todo mundo sabe, menos o Sorocaba, para azar o meu. Se ele soubesse acho que o nosso romance já teria engrenado há muito tempo! Ai, ai! Mas confesso que já estou meio enjoada desse tipo de música, e que como boa aquariana, estou aberta a experimentar novas possibilidades. Rock´n roll foi riscado definitivamente da minha lista de opções.
Começa que pra curtir Rock´n roll você precisa ter uma péssima relação com o seu cabelo, coisa que não acontece comigo, apesar do corte “devassa arrependida” do momento (vai crescer!!). Ontem, cercada de madeixas masculinas de todos os tamanhos e invariavelmente em péssimo estado, senti ímpetos psicopatas de sair tesourando aqueles rabos de cavalo cafonas e livrar aquelas pobres pessoas do ridículo a que se impõem.  Essa gente não tem mãe, namorada, amigos, vizinhos, porteiro de prédio, sei lá, qualquer um pra mostrar-lhes que não, cabelo comprido não é bonito, que cabelo comprido preso em um rabo de cavalo envergonhado com um elástico feito de meia calça é menos bonito ainda e que em 2011 não há nada para ser protestado com um cabelo do tipo homem das cavernas?  A guerra do Vietnã já acabou faz tempo!! Gente desinformada!
E pra combinar ou descombinar de vez com o cabelo, TODOS se vestem de preto. E só preto. Aquele bar parecia uma festa de Halloween! O rock´n roll é mesmo tão monótono? E pra “curtir um rock” todo mundo tem que se fantasiar?  Jaquetas de couro, camisetas de banda, batons pretos, tachas, tatuagens, ... por quê??? Não dá pra ouvir rock vestido de civil?
Bem, na verdade acho que não mesmo, porque para o comportamento patético ser completo, é preciso assistir ao show, fazendo caretas, mostrando a língua, erguendo a mão  fazendo sinais com os dedos e batendo a cabeça como se estivesse muito arrependido de estar ali (acho mesmo que estavam...).  Só disfarçada uma criatura consegue ter coragem para agir dessa maneira, é claro!
Mas  gosto é uma coisa inexplicável e é bem provável que aquelas pessoas gostem mesmo daquele barulho todo. Música não é, nunca foi e nunca será. É muita desarmonia para ser considerado música (se aquilo presta, meus guinchos no chuveiro são canções de ninar). Mas por mim tudo bem,  afinal a intrusa lá era eu.
O que me deixa mesmo irritada é essa gente achar que a sua preferência ou seu estilo (ou falta de) de vida é melhor do que o dos outros.
Lá pelas tantas o músico agradece a platéia por estarem ali e não na balada sertaneja mais famosa da cidade (que de tão bacana já virou franquia no país todo). Ei, mané! Lá na balada sertaneja onde as pessoas estão vestidas como gente normal, rindo, bebendo e se divertindo não tem ninguém preocupado com quem está no rock´n roll! Na verdade eles estão talvez agradecendo por ter gente no rock´n roll já que assim a casa sertaneja não fica tão lotada!
Em seguida o arrogantezinho comentou que em julho há um dia do rock (feriado? Não? Ah! Ninguém se importa com o “Dia do Rock” e não muda a vida de ninguém? Tá!) e que nunca houve e nem nunca haverá um Dia do Pagode. Será que é porque o pagode realmente não precisa de um dia para ser lembrado?  Algo para refletir seu moço!
E como cereja do bolo, depois de rosnar alguma coisa do AC/DC (êta jeito fácil de ganhar dinheiro o dessas bandas de rock! É só grasnar no microfone alguma coisa incompreensível, arranhar uma guitarra e estourar os tímpanos dos outros na bateria e pronto! Está feita uma música!),  o  “músico” (não é bem esse o termo, mas vá lá, hoje estou generosa) pára de “cantar” (também não é esse o termo) e manda todo mundo “se foder”!!!! Assim , com todas as letras!
Como é que é??
Então essa galera sai de casa vestida de Dia das Bruxas, para ouvir barulho, mostrar a língua, ser xingada e ainda paga por isso? Ah! Entendi!
O cara da banda de ontem disse que ninguém escolhe o rock, é o rock que escolhe as pessoas.
Obrigada Sr. Rock´n Roll por nem saber da minha existência! Vamos continuar assim, ok?

5 comentários:

Ricardo Augusto disse...

HAHAHAHAHAHAHAHA

TPM?

Anônimo disse...

Tpm nada, aprendeu Rock com o Elvis e os Beatles, o resto não chega a xerox com pouco toner. Adorei.

Anônimo disse...

HAHAHAHAHAHAHAHAHA
Pagava pra ver vc nessa noite surreal...ainda mais que os "amigos super divertidos" ainda tinham camarote lá...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
beijo
Quéca

Anônimo disse...

Chorando de rir Sis!
Obrigada por não me escolher tbem Sr. Rock!!! Eu não consigo entender como conseguem dançar aquilo!!!
beijos e amo vc!
Sis.

Sílvia disse...

Ok, Carol! Figurino bonito mesmo é o dos amantes do sertanejo: bota de piton, calça jeans atochada no traseiro, camisa xadrez (quanta originalidade), cinto com fivela dourada do tamanho da calota de um fusca e chapéu de cowboy (colonizados!) americano. Pelamor deDeus, fia! Pelo menos os roqueiros são clássicos!Vai dizer que não é bacana ver Mick Jagger nos áureos tempos rebolando de t-shirt justinha, calça jeans e All Star? Zero de gordura corporal! Ok, Ok... gosto é gosto! Hoje em dia tudo é universitário: Forró, sertanejo (menos o funk, pois eles não passam da quinta série!). Temo pelas próximas gerações...
Querida, obrigada pelo sacrifício! Nossa noite foi divertidíssima, espero que, passados quase trinta dias você tenha revisto seus conceitos! Bj!