sábado, 25 de junho de 2011

No parque

Sábado, domingo, feriado, não importa. Qualquer dia que eu esteja de folga e não esteja chovendo aqui nessa Londres tupiniquim, o meu destino, de manhã, é o parque. Não importa o tamanho da ressaca ou da preguiça, eu vou!
Detesto entrar em restaurantes sozinha e só fui ao cinema sozinha uma vez ( e odiei!). Mas eu gosto tanto de ir ao parque que vou mesmo sem companhia. Eu e o meu celular abastecido de musiquinhas (pasmem, nenhuma sertaneja!) e a felicidade de estar ao ar livre.
Hoje caminhei por uma hora e meia, só e contente. Acompanhada também é bom, mas não me importo de parecer uma pessoa esquisita, sem amigos ou anti-social. Eu gosto desse momento pra me conectar com o meu interior. Mentira, não conecto coisa nenhuma. Fico só admirando a paisagem e observando o tanto de mais esquisitos do que eu que freqüentam o parque.
E que fauna é aquilo!!
O parque é um lugar super democrático. E essa é a melhor parte. Tem gente de todas as idades, pesos, cores, tamanhos, estilos, ... Cabe todo mundo naquela pista.
Desde as madames curitibanas, cobertas de ouro, muita maquiagem e escova no cabelo (aqueles espécimes já tradicionais no verão de Caiobá e de Balneário Camboriú) até o pessoal que saiu da balada direto pro parque pra fazer sei lá o quê (comer pipoca com bacon pro café da manhã?).
Tem gente de salto alto, de vestido curto, de roupinha fitness da última moda, de camiseta de propaganda, de pijama (não é? Mas parece...), quase sem roupa (malditas!). Tem gente que vai pra malhar, pra se exibir, pra paquerar, pra fofocar e uns que não faço idéia do porquê de estarem ali.  Tem gente que vai com a família, com os amigos, namorados, sozinhos ou com os bichinhos de estimação e esses são um capítulo à parte. Só hoje vi um pobre vira-latas de cadeira de rodas, um Schnauzer transgênico (porque era do tamanho de um dog alemão) e uma idiota que caminhava levando sua calopsita no ombro (a burra da dona não sabe que aquele bicho tem incontinência?? Afe! Tenho que ensinar tudo mesmo!). Resumindo, um circo a céu aberto!
E eu lá, me sentindo super em casa naquela Babel. Caminho, canto, rio, bebo a minha sagrada água de coco, não me alongo porque tenho preguiça, encontro os amigos, os ex, os “futuros” (por que não?),  expio um pouco da culpa de tudo o que comi e bebi durante a semana e volto pra casa cheia de energia! 
E depois fico aqui perdida sem saber o que fazer com essa energia toda... (mãe, faxina e arrumação não são opções, tá?).

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