terça-feira, 14 de junho de 2011

Mico Maya - II - A Cereja do Bolo



Antes que eu esqueça dessa história:
Depois do sucesso do nosso passeio a Playa Del Carmen, por conta própria, em que o único mico foi andar quadras e quadras, à noite, vestidas apenas de biquínis e cangas, sob os olhares dos nativos, mas que não resultou em nada grave, já que chegamos ao hotel sãs, salvas e intocadas, decidimos, não lembro muito bem porquê,  encarar um passeio da super máster bláster furada agência de turismo que nos atendia. Sim, a mesma que nos mandou à Playa Langosta e seus nativos  com suas facas...
Desde que chegamos ao Caribe, víamos belíssimos catamarãs zarparem rumo à Isla Mujeres, que era o nosso destino daquele dia. Quéli tinha certeza que era num daqueles que iríamos, principalmente porque o preço cobrado para o nosso passeio, de pechincha, não tinha nada!
Deixamos o hotel , desarvoradas naquela manhã, rumo ao ponto de partida da “embarcação” que nos levaria à charmosa ilha e quando chegamos vimos vários barcos ancorados, prontos para levar hordas de turistas no obrigatório passeio.
Ficamos ali, esperando a equipe do “Caribean FunDay” nos chamar para o embarque. E devíamos ter desconfiado do nome do passeio estampado na nossa pulseirinha. Quando é que FunDay tem mesmo “fun”?
E lá se vai um catamarã. E outro. E mais um. E um iate (ou algo assim, bem bonito). E depois um barco menos glamuroso, mas aparentemente divertido. E nada do nosso.
Eis que surge a chamada para o tão esperado embarque, no “Caribean Carbaret”, uma espécie de balsa, barca, sei lá, daquelas que a gente vê na TV levando gente pelo Rio Amazonas e que costuma afundar por excesso de passageiros.  Bem desses!
Subimos, contrariadas, mas já estávamos ali, o passeio estava pago e já era tarde. O que interessava era que estávamos no Caribe! Uhu!!... Aham...
Sentamos nuns bancos, de frente umas pras outras com uma mesa no meio e esperamos a saída, rindo, fotografando e curtindo, como sempre. De repente uma senhora nos perguntou se podia dividir a “mesa” conosco porque o barco já estava lotado. Foi aí que percebemos a invasão de passageiros: uma excursão da terceira idade inteirinha a bordo do cafonérrimo “Caribean Cabaret” iria nos acompanhar à Isla Mujeres!!
Só podia ser praga, mandinga, feitiçaria ou vodu dos namorados!! Não era possível que aquilo estivesse acontecendo!
Enquanto assistíamos aos catamarãs em que as turistas se refestelavam ao sol passarem ao nosso lado, nos espremíamos para dar lugar para mais e mais velhinhas, velhinhos e seus andadores.
Eu achei mesmo que a Quéli ia se jogar daquele barco e voltar nadando pro continente, tamanho o desespero por estarmos naquela situação. A Val, claro, interagiu toda simpática com as vovozinhas. E eu, bebi! Bebi pra ver se era possível aquilo ficar mais engraçado!
Ficou!
Quando já era mesmo tarde demais para pularmos do barco eis que ouvimos música. E um apito. Vários apitos. Sim!! Um animador de excursão!! Era tudo o que faltava no nosso passeio. Um não, vários animadores de excursão, que pediam palmas, tiravam os velhinhos para dançar e apitavam. Santo Deus, como apitavam!
E nesse embalo ( e no das “cervezas”  e “cubas com muito ron, por favor”) chegamos “borrachas” à Isla Mujeres, decididas a mergulhar de snorkel porque quem sabe, com a cabeça enfiada dentro do bar, ops, do mar não escutaríamos os malditos apitos.
Claro que o mergulho foi um fiasco. Meia dúzia de peixinhos, muita água engolida e voltamos à terra firme para um resto de dia agradável , em expedições por conta própria pela Isla, que é linda!
Na volta, porque infelizmente não conseguimos carona em nenhum daqueles catamarãs (somos mesmo imprestáveis!), decidimos subir ao segundo andar do barco, ao ar livre, onde poderíamos tomar sol e apreciar melhor a vista. No fundo queríamos um pouco de paz e sossego longe dos animadores e dos infelizes apitos.
Se tudo que já está ruim sempre pode ficar pior, na volta aconteceu uma espécie de “gincana” (sim!!! Uma gincana!!) no barco. Onde? No segundo andar, claro!
E lá ficamos nós, segurando umas às outras para que não nos atirássemos ao mar. Foi difícil! Mas sobrevivemos aos nossos ímpetos suicidas e à absurda gincana. Assim como  sobreviveram, inexplicavelmente, todos os velhinhos e velhinhas (e bota velhinhos e velhinhas nisso!Afe!).
E que viagem de volta mais comprida!! Ainda hoje acordo de madrugada ouvindo aqueles estridentes apitos!
Claro que não foi o nosso último furo. Mas pelo menos foi o último que pagamos caro por isso.
E a Quéli, pobrezinha, voltou ao Brasil sem o passeio no catamarã que era a cara dela. Fica pra próxima, né frenny? Agora já estamos escoladíssimas em arapucas para turistas!

1 comentários:

Anônimo disse...

ai ai ai ... não vejo a hora de programarmos a próxima viagem, pena que não pode ser 7 de setembro! rs rs rs
Muito cômico amiga, tbem juntando nós 3 dá pra pensar em algo diferente?
bjo bjo bjo
t amo
Queli sem catamarã :(