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Já escrevi sobre o descontrole fashion feminino e sobre a nossa total falta de opinião no assunto. Ainda bem que as nossas “modas” só duram o tempo suficiente de duas ou três fotos patéticas para a posteridade.
Enquanto os homens nos assistem, impávidos, vestindo suas eternas calças + camisas+sapatos, e riem das nossas extravgâncias, somos obrigadas a nos calar (nunca!) já que somos mesmo ridículas às vezes.
Mas o bom da vingança é que eles cometem deslizes também. Se não escorregões seguidos de tombos homéricos, já que seu mau gosto dura por anos. E anos!
Alguns trajes masculinos são mesmo inaceitáveis. Pra começar, terno com sapato de sola de borracha. O terno invariavelmente é bege, o que já é motivo mais do que suficiente pra ser condenado à guilhotinha da estética. Mas o tal sapato é o que mais me intriga. Se está de terno é mais do que óbvio de que não irá se meter em algum lugar inóspito que exija solas de borracha. Só mesmo James bond sem mete em frias de terno (preto!). Terno combina com civilização, onde o chão é asfaltado, liso, seco, regular; o que dispensa completamente a sola vulcabrás. Questão de bom senso apenas.
E já que estou falando do terno, a companheira inseparável dele é a patetice masculina mais inexplicável: a gravata! Pra que serve aquela língua pendurada no pescoço? Nenhum homem, mesmo o mais revolucionário sequer questionou o uso da dita. E fica muito pior quando resolvem “customizar” o visual com gravatas amarelas, roxas ou com a estampa do Perna Longa. Ou quando fazem aquele nó apertadinho na gravata com estampa de feijãozinho comprada nos idos de 1991 e parece que o infeliz tentou se enforcar com o cinto do robe de seda da esposa. Dá pra parecer ao menos digno, apesar da ligueta esquisita. Bom senso apenas, de novo.
Mas não há dignidade que sobreviva ao uso da sunga. É de longe a maior vingança feminina (claro que foi uma mulher que inventou! Não tenho dúvidas!). Sunga é o cúmulo do ridículo. Aquele troço apertado, tentando disfarçar a existência de “algo” que não tem como se esconder e o dono ainda tenta aparentar naturalidade. Algumas são mais indignas, como a branca que não fica bem nem no Victor Fasano mas que ainda perde o troféu vexame pra aquela que tem olhinhos desenhados na bunda. Quem vai pra praia com uma bunda que tem cílios e quem encara as pessoas quando passa? Bom, o que é uma gota pra quem está molhado?
E a dupla inseparável da sunga não poderia faltar. Ela que é unanimidade entre as mulheres e que já foi alvo de campanhas ferrenhas na internet contra a sua existência: a regata! Nós só concordamos com o uso de regata em uma ocasião, que é, assim, nunca! Não há motivo, desculpa, perda de aposta que justiqfique o uso daquel trapo de malha (que já é um avanço depois daquela toda furadinha...) que deixa os tufos de pelos do sovaco à mostra. Que tipo de nojo, desgosto ou repulsa se pretende causar? Seja lá qual for, atinge o objetivo com a precisão de uma mira laser. Ou de uma bomba atômica, já que toda mulher em volta faz torce o nariz quando vê. Definitivamente a regata é o repelente instantâneo de mulheres. E deve ser por isso que todo guarda roupa gay assumido conta com pelo menos um exemplar.
Já o broxante imediato feminino é a pochete, que graças à Nossa Senhora do Bom Gosto está quase extinta. Hoje em dia só flanelinha ainda usa, por se tratar de uma ferramente útil de trabalho, afinal o cara não tem como carregar uma caixa registradora pra onde vai. Mas assim que ele conseguir a maquininha de cartão via satélite, nem ele vai usar. Ainda bem!
Mas o Oscar da cafonice do guarda-roupa masculino vai para a camisa social de micro fibra.
Primeiro que eu não entendo o termo “social” quando usado pra definir roupas. Social remete à sociedade. Se não for roupa pra usar em sociedade, vai usar na selva. E na selva não se usa camisa, se usa tanga, igual ao Tarzan. Ah, mas tem roupa esporte? Roupa esporte não existe. Existem trajes humilhantes (como o macacão do Diego Hipólito) para praticar esportes humilhantes (Novamente, Diego Hipólito sobre o cavalo...). Existe roupa e pronto.
Voltando às camisas de micro fibra, eu gostaria de saber se o inventor dessa porcaria foi pra cadeira elétrica ou pro paredão de fuzilamento por seus atentados terroristas contra o bom gosto.
O primeiro defeito da micro fibra é que ela brilha. Brilho só fica bem em mulher e travesti.
Segundo que aquilo não permite a transpiração normal, o que produz aquelas rodelas molhadas embaixo dos sovacos dos pobres usuários (eu tenho problemas com sovaco...). Nojento!
E tem o problema cores. Todas as cores possíveis e impossíveis são produzidas em micro fibra. Do preto ao branco, existe o lilás, o roxo defunto, o abóbora, o abóbora cabotiá, o abóbóra selvagem, o laranja lima, o laranja Bahia, o laranja passada, o verde pistache, o “flamingo” (que é aquela cor de cadeira de boteco de periferia) e toda e qualquer cor que uma viagem de ácido em tecnicolor possa imaginar.
Sou tão contra a micro fibra que defendo a tese de que sua produção e venda deveriam ser criminalizadas como fizeram com as drogas. Penas pesadas pra quem fabrica, crime qualificado (existe a coação!) pra quem vende e orientação psicológica pra quem usa, porque essa alma perdida na cafonice pode ter salvação.
E as atrocidades não param. Meia branca com sapato preto por exemplo, porque todo homem já quis ser o Michael Jackson um dia na vida, usar boné à noite (cabelo tá ruim meu filho? Lava ou raspa!), aquelas correntonas que parecem correias de bicicleta e que até pouco tempo atrás eu jurava que fossem, “sapa-tênis”, que não serve nem pra sapato e nem pra tênis, então não serve pra nada mesmo e o topo da lista que é aquela camisa (de micro fibra, lógico) de manga três quartos e que já vem com a dobra feita pra dar a impressão (não sei pra quem) de que a manga comprida foi dobrada. Essa é imperdoável! O troço é tão infame que eu já mudei o ditado pra “ a mentira tem mangas curtas”.
E sabe o que é mais legal nessa história? É que normalmente são as esposas e namoradas que compram essas aberrações para os seus amados. E eles saem às ruas felizes, se achando lindos! Elas, por trás, devem rir muito. Cada grosseria, cada atraso, cada traição é vingada no Natal ou no aniversário, com um pacote lindo de presente e uma bomba dessas dentro, seguida de uma choradeira tremenda dela, se ele não demonstrar que gostou. Vingança não é mais um prato que se come frio, é uma camisa que não amassa!
Mas pra consolo dos desesperados, há um consenso entre as mulheres. Homem de verdade comete algum crime contra a moda. Se o guarda-roupa for muito estiloso, cheio de grifes e seguindo as últimas tendências, a gente desconfia: ou tem outra mulher, responsável pelos modelitos, ou... não é do tipo que goste de alguma!
"Creio que fui abençoada com um coração meiguíssimo e em contrapartida com um pavio bem curto."
(Martha Medeiros)
Minha amiga (eu sempre tenho uma amiga... ) vive uma situação delicada.
Na vida dela só apareciam “palhaços” (só na dela?). E ela já estava bem cansada de tantos tipos estranhos. Posso até dizer , com conhecimento de causa, que ela tinha uma vida amorosa beeeeeem parecida com a minha (vide Anarquista, Graças A Deus). Mas um belo dia, ou uma bela noite, numa balada despretensiosa, apareceu um cara legal.
Bem, ele não era assim nenhum príncipe encantado de contos de fada. Nem de perto. Era só uma pessoa normal. Mas depois de todos aqueles palhaços, ele parecia um oásis de tranquilidade e diversão e ela decidiu apostar.
Como na vida real não existem bailes e vestidos cintilantes e eu já disse que ele não é príncipe, eles ficaram. E é esse tal de” ficar” que se convencionou e que bagunça a vida de todo mundo.
Enfim, ficaram. Ele ligou no dia seguinte (ponto pra ele!), e ficaram de novo, e continuaram ficando e a tonta se empolgando (sorry friend! Mas você foi tonta mesmo).
Claro que quando a coisa começa a ficar boa, os degenerados XY engrenam aquele papo bobo de que não querem compromisso, que não estão preparados, que não estão num bom momento da vida pra isso e aquele blá, blá, blá todo que toda mulher com mais de 12 anos já está cansada de ouvir. E que nenhuma ainda teve coragem de rebater com um comentário do tipo: “Tá, e tá me fazendo perder tempo por quê?”. Mas a gente ainda chega lá!
Enfim que mesmo com essa historinha mais batida que o pára-choques do meu carro, a pobre continuou ficando com o moço. E continuar ficando é bem parecido com namoro, o que causa um efeito arrasador na vida de um mulher objetiva como ela. Eu até entendo que deve ser bem difícil manter distância de um cara lindo, simpático e divertido como aquele, vá lá. Mas havia sinais!!!
Será que ela ficou cega? Ou esqueceu os sábios ensinamentos da Bíblia da mulher solteira - “Ele simplesmente não está a a fim de você” - ? Ou, pior, muito pior,ela estava querendo se apaixonar?
Não sei. Mas dá dó.
A bobalhona (sorry again!) passa dias esperando o moço ligar. E ele até liga, porque não é tão ruim quanto os outros palhaços a que ela estava acostumada. Mas liga na terça e na quinta, que são os dias que a agenda dele não tem nada mais interessante como beber cerveja com os amigos ou assistir ao futebol na TV. É ! Até essa ela já ouviu: “Quarta-feira é dia de futebol. E futebol se assiste no bar, tomando cerveja numa mesa cheia de homens!” . Há auto estima feminina que resista? Nas sextas ele sempre tem alguma crise de solidão profunda e P-R-E-C-I-S-A ficar sozinho (quem ele quer que acredite nisso? Nem a vó dele!). E nos finais de semana sempre aparece alguma viagem "imperdível master super ultra divertida" tipo viajar quatrocentos quilômetros pra um churrasco (?), ou seja, qualquer coisa é mais bacana do que ficar com ela.
Às vezes quando ela fica chateada ela reclama e tenta fazer uma DRzinha. Mas aí o espertão a lembra de que eles só "ficam" e esse tipo de cobrança não cabe nesse relacionamento-não-relacionamento. E ela aceita!!!
Será que ele precisa ser mais claro?
Amada, se ele não é, eu sou: você virou o lanchinho dele!
Ele até pode ser fofo, te fazer rir, beijar bem, te levar pra jantar (nas terças ou quintas) e fazer cafuné pra você dormir. Mas isso é o mínimo que um homem deve fazer pra manter o lanchinho na despensa né?
Menos do que isso é estupro! Entendeu?
Acorda menina!
Eu não vou repetir tudo aquilo que você está cansada de ouvir, de que você é bonita, inteligente, divertida, independente, blá, blá, blá. Porque pelo jeito não convence: nem você que é tapada mesmo e nem ele, que nitidamente não sabe o que está perdendo enquanto te mantém nesse banho-maria. Se precisar de ombro, chacoalhão (outro) ou companhia pra beber umas e falar mal do moço (ou dos moços!), é só ligar, viu?
Love you
Essa é um diálogo real que se passou entre uma adorada amiga e seu filho fofo. São coisas que realmente só a maternidade pode fazer por alguém...
"- Mãe só vou ter 1 filho
- Ah, é mesmo querido, pq?
- Pq eu só tenho uma bolinha no meu saquinho.
- Hummmmmmmmmmm...entendi
- E quanto mais bolinhas a gente tem, mais filhos pode ter certo?
- Errado , procura bem meu filho que tem que ter duas bolinhas aí.
- Quem tem 4 bolinhas, tem 4 filhos mãe?
- Não.
- Sabe mãe, se a sementinha que faz neném sai do meu pipi e não é o xixi, o que eu não entendo é como vai parar na barriga da mulher.
- Hum...entendo, é um processo diferenciado meu filho.
- Me explicaaaaaaaaaaa mãe, por favorrrrrrrrrrr.
- Você ainda é muito novo para isso meu filho.
- Mas mãe, eu fico imaginando isso e não consigo entender.
- Ta bom meu filho, eu explico.
- O seu pipi é o órgão sexual masculino.
- Eu, mulher, tenho o órgão sexual feminino.
- Certo mãe e como é o nome.
- Bah...filho, vamos lá...”científico” vagina.
- VAGINA????????? Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, que nome esquisito
- Eu sei meu filho, então chama de piriquita.
- Piriquita????????????????? Kkkkkkkkkkkkkkkkk
- Não, melhor não, então ...hum...menininha.
- Ta certo mãe, entendi, mas e a semente?
- Certo, as sementes – espermatozóides - saem do seu pipi, (vou desenhar - peraí), entram na menininha, encontram o óvulo, fecudam o óvulo e o bebê começa a se formar. Certo? Vamos Jantar?
O menino fazendo cara de coxinha...
- Mãe, mas como o pipi vai na piriquita?
- Hum...quando as pessoas casam, elas namoram, dão beijinho, fazem amor e aí o pipi entra na menininha e solta a sementinha.
- Mãe...mas como? Tem que ficar pelado? vc não ficou pelada, ficou?
- :$ Fiquei...
- Pelada mãe?????????
- Sim, meu filho, geralmente é pelado, mas não necessariamente.
- Foi na banho mãe?
- Não filho, não foi no banho, mas tambem pode ser no banho. E agora vamos jantar??????????"
Finalmente desci do salto!
Não, não armei nenhum barraco, não rodei a baiana e nem nada parecido porque esse tipo de atitude não me pertence. Eu apenas, literalmente, desci dos meus sapatos de salto e pude enfim descansar os meus pobres pés judiados.
Hoje, primeiro dia útil do horário de verão, subi nas tamancas às sete horas da madrugada e só me livrei dos escarpins agora, por volta de dez e meia da noite. Não há drag queen que aguente!
Aí, no meio do dia, quando até a joanete que eu não tenho já doía, me vi me perguntando porque caramba eu me torturo todos os dias com esses benditos tacos. E fiquei sem uma resposta lógica pro meu próprio devaneio.
Saltos são sexy. Tudo bem. Mas eu não sou. Nem nunca fui. E nem quero ser.
Saltos aumentam a altura. E eu preciso?
Saltos são elegantes. Mas sapatilhas também são!
Saltos enlouquecem os homens. Mas eles já são loucos o suficiente e não precisam de incentivos.
Saltos criam a ilusão de poder. Só que essa mesma ilusão desaparece instantaneamente quando eu vejo o saldo da minha conta bancária. E os saltos continuam ali.
Então porque caramba eu sofro tanto, há anos, quase todos os dias, desafiando as leis da física, me equilibrando sobre aqueles palitinhos de picolé se eu nem sou equilibrista de circo? Não há explicação plausível e convicente para tal atitude.
Ao mesmo tempo em que eles me machucam, eu, e quase todas as mulheres dignas do seu par de cromossomos XX, sou perdidamente apaixonada por eles. Não tão ensandecida quanto Imelda Marcos, Claudia Raia ou Carrie Bradshaw , mas o suficiente pra perder as estribeiras e o resto do limite do cartão de crédito numa loja de sapatos. Sem culpa nenhuma. Afinal, como repete incessantemente a minha mãe quando sai da sapataria cheia de sacolas: “Eu estava precisando!”
Sapatos de salto alto levantam não só o corpo como a auto estima de qualquer mulher. Com os sapatos ocorre amor à primeira vista, obsessão incontrolável e o mais ardente dos desejos. Tudo ao mesmo tempo. Vira a cabeça de adolescentes e senhoras idosas com a mesma intensidade. Satisfaz gordas e magras. Alegra ricas e pobres. Mas infelizmente maltrata a todas.
E eu insisto. Peno, reclamo, mas insisto. E não consigo me imaginar sem eles.
E deve ser por conta deles que nós mulheres nunca iremos dominar o mundo. Ninguém consegue ir muito longe usando sapatos de salto. Mas também, quem tá pensando nisso com as coleções de verão nas vitrines?