sábado, 25 de fevereiro de 2012

Primeiras Impressões

Cheguei! Estou no topo do mundo! Ou pelo menos no topo do meu mundo, é isso que me interessa.
Hoje completo duas semanas de Brasília. Sonho realizado.
Depois de meses de angústia, depois das mais lindas e divertidas despedidas, depois das pendências todas resolvidas e depois de 1.600km rodados ao lado do meu amigo querido (entre tapas e beijos que é assim a nossa amizade, não tem jeito), finalmente tomei posse no e do meu cargo tão sonhado.
Pois é! ( Pois É, já descobri, é o nome de um boteco animadaço daqui, que em breve vou conhecer). Brasília é ainda melhor do que eu sonhava.
O cargo é do jeitinho que eu queria. Exceto pela catástrofe que é o meu computador no trabalho, nada poderia ser mais perfeito.
O clima vai melhorar. Acho que Brasília é tão legal comigo que está nessa brincadeira de sol e chuva pra eu não estranhar tanto, depois de dezoito longos anos de fog curitibana. Em breve a seca chega e com ela o tão sonhado bronzeado!
Minha nova moradia é uma delícia. Mesmo com as minhas inúmeras malas ainda espalhadas (guarda-roupas comprado hoje!) tem cara de casa e uma companhia incrível. Eu que achava que estaria sozinha na Capital Federal, encontrei sem querer uma amiga querida e uma grande anfitriã.
Apesar do meu GPS ser um tanto relutante no tocante à rotas inteligentes (ou óbvias!), tenho conseguido me locomover: trabalho, shopping, aeroporto, casa da Dilma e arredores, farmácia, restaurante, ... já são caminhos conhecidos e que realizo com segurança. E dirigir aqui, apesar da aparente birutice da organização da cidade, é muito mais gostoso. Que tal voltar pra casa, na hora de pico, dirigindo quase o tempo todo em quarta marcha? É, eu sei, minha vida está muitíssimo melhor!
Mas não podia ser diferente. Estou realizando um sonho, como já disse, e portanto, é obrigatório que seja imaculado.
E será sempre assim, de agora em diante. E cada vez melhor!

domingo, 22 de janeiro de 2012

O Seu Marido Oscar


Sábado de sol, dia desses (mentira, foi ontem). Combinação rara em Curitiba nesse verão: dia de folga e tempo bom, o que precisa ser aproveitada ao máximo. Mas a noite de sexta havia terminado tarde e não conseguimos acordar cedo para ir à praia como planejado.
A solução teria que ser outra. Mas nada nos impediria de passar o sábado refesteladas sob o sol. Nada!
Minha amiga “Lucrécia” (curtiu o pseudônimo, friend?) lembrou-se de que quando era casada como seu marido Oscar, costumava freqüentar a piscina do Clube de Golfe enquanto o dito percorria os gramados nas intermináveis partidas. Estava escolhida a piscina e a aventura do dia!
Munidas dos petrechos de banho sol (“óclão”, chapéu, protetor solar, bronzeador, a Vogue do mês, palavras cruzadas e muita cara de pau), lá fomos as três rumo ao seletíssimo clube.
Entramos, estacionamos, nos dirigimos à piscina fazendo cara de ricas e pose de madame e nos instalamos como se pertencêssemos mesmo ao local. Afinal todo mundo sabe que para uma mentira ser aceita, a primeira coisa é acreditar nela.
Claro que havia um plano detalhadamente elaborado para o caso de sermos pegas. Lucrécia diria que estava ali para encontrar  Oscar que estava jogando golfe. Se o funcionário enxerido respondesse que Oscar não estava jogando golfe naquele dia, aí Lucrécia faria a cena da mulher traída (“O que? Ele não está aqui? Oh my God! Então só pode estar com aquela sirigaita! Ele jurou que havia sido só um deslize, que não significou nada, e agora isso? É o fim!”). Funcionário de clube nenhum no mundo ia querer se responsabilizar pelo fim do casamento de um sócio, então, confiando no bom senso do tal funcionário, ele confirmaria a presença de Oscar no local e a piscina continuaria sendo nossa.
Se mesmo assim desse errado, então eu salvaria a pátria. A minha desculpa, em inglês, claro, para dar mais credibilidade, seria que o meu marido, Mr. Nakamura estaria jogando golfe. Segundo a Lucrécia, o clube está sempre cheio de japoneses milionários e estrangeiros e que algum deles tinha que ser chamar “Nakamura”!  E eu já me imaginei com meu quase 1,80m, casada com um japonês de 1,50m, que joga golfe, aquele esporte sem um pingo de testosterona.  E quase morri de dó de mim mesma pelo frustrante destino fictício que havia me imposto...
Sei lá se porque temos mesmo muita sorte ou se porque a cara de “ricas” funcionou, mas ninguém perguntou nada. Usamos a piscina, comemos, bebemos e curtimos o dia tranquilamente. No final da tarde, com a cara de pau que já incorporamos, fomos até o bar, explicamos aos funcionários que não esperaríamos Oscar  terminar a partida (imaginária) de golfe, pagamos a conta e fomos embora, felizes e bronzeadas (não no meu caso, é claro).
E assim descobri que a letra da música Lua de Cristal da Xuxa, é mesmo pura verdade: “Tudo pode ser, só basta acreditar”...
Ah! E não tentem fazer isso em casa. As atrevidas dessa história são altamente treinadas!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Chutando cachorro morto



Estou ficando repetitiva com esse assunto, mas é que eu estou realmente gostando da polêmica.
Tudo bem que pra mim polêmica tem outro sentido: dois lados discutindo com igualdade de razões, apenas enxergando o mesmo assunto sob pontos de vista distintos, deixando os observadores confusos sobre qual lado está certo.
No caso da construção da usina de Belo Monte não é bem polêmica. É mais uma enxurrada de respostas melhor fundamentadas, circulando na rede, através de vídeos amadores estrelados por pensadores profissionais, contra um vídeo profissional estrelado por amadores e seus argumentos pífios.
Eu sou a favor da construção da usina. Dessa e das tais outras treze que o vídeo dos atores cita. E de quantas mais forem necessárias para levar infraestrutura e desenvolvimento para o norte do país.
Sou a favor das construções megalômanas da época da ditadura que endividaram o país sim, mas que nos tiraram da idade média. Hoje a conta está paga e temos rodovias, usinas, pontes, portos e aeroportos e tudo o mais que brasileiro adora reclamar que não funciona, que está sucateado, mas que na hora que precisa mudar, construir, reformar, é contra.
Sou a favor do desenvolvimento, de água encanada, de luz elétrica, de saneamento básico, de comida na mesa, de trabalho digno, de escola para as crianças. Sou a favor de tudo o que trouxer condições de vida melhores para os brasileiros, sejam eles do sul ou do norte, brancos, negros ou índios.
E sou contra, terminantemente contra, a incoerência desses ecologistas.
Justo pelo jeito, é deixar criança morrer de desinteria nos confins da floresta porque não tem estrada pra levar o indiozinho pro hospital.  E ele ficou doente porque comeu comida estragada, já que no vilarejo onde ele mora não tem energia elétrica, então ninguém tem geladeira para conservar os alimentos. Mas tudo bem, porque mesmo que houvesse energia elétrica o pai do indiozinho não poderia comprar uma geladeira, já que ele não sabe ler e nem escrever, então não consegue um emprego. E mesmo que houvesse energia, e ele soubesse ler e escrever e até um pouco de matemática, não haveria emprego para o pai dele, já que eles moram numa zona de preservação ambiental! Assim o indiozinho está fadado a morrer de desinteria, a causa de morte mais estúpida para uma criança em pleno século XXI. E a mãe do indiozinho nem vai poder fazer um soro caseiro com um copo de água limpa, uma colher de sopa de açúcar e uma colher de chá de sal, porque ela nunca assistiu TV e nunca aprendeu a salvar a vida do filho da maneira mais simples que há.
O jeito é pintar o corpo, dançar em volta da fogueira, rezando para Tupã salvar a pobre criança do espírito do mal que o assombra.
Aí a galera global, nas férias, vai p Xingu, pinta o corpo também e entra na roda. Tem modelo que vem dos EUA pra isso! E depois sai na Caras...
Isso é incoerência!
Certo é o SWU, o tal evento da música com pretensões ambientais distribuir um tal de “porta bitucas” de cigarro, para que as pessoas não “poluíssem” (alguém explica que poluir e sujar são duas coisas bem diferentes?) o ambiente. Ideia boa, né? Uma merda de uma ideia! O tal “porta bitucas” é feito de plástico, mais precisamente de uma garrafa pet antes de ser soprada (para quem não sabe, as garrafas pet “nascem” como um tubo de ensaio de plástico, com rosca na ponta. Depois são sopradas numa máquina especial que dá a forma para a garrafa onde vai ser colocado o refrigerante), ou seja, de garrafa pet “virgem” vinda diretamente da fábrica de plásticos, que se utiliza de petróleo para tal.  Só esqueceram que o filtro de cigarro que “polui” é feito de celulose, matéria orgânica.
Isso é incoerência!
Não sou contra a preservação ambiental e a conscientização da população. Mas tudo isso tem que ser feito de uma maneira racional, que vise mesmo à manutenção da vida na terra. E não o retrocesso às cavernas.
Em algum momento essa gente se perdeu e de repente a vida de minhocas e passarinhos vale mais do que a dos seres humanos. De repente aparecer na mídia fazendo pose de engajado é mais importante do que o resultado dos seus atos. De repente o mundo acaba por "excesso de zelo".

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Em boca fechada não entra mosca


Como esse mundo anda chato!
Chatoooooooo!!  7 bilhões de vezes chato!
Além de não se poder mais beber, fumar, comer, apostar, dirigir em alta velocidade, fazer sexo despreocupadamente e sei lá mais qual coisa divertida que andaram proibindo ou estabelecendo limites ultimamente, ainda tenho que abraçar um causa ecológica, social, política qualquer, só pra ficar bonita na foto?
Não dá, minha gente! Aí fica difícil!
Que somos uma geração de apáticos, isso lá é bem verdade! Somos egoístas, egocêntricos, individualistas, amorais, e todo e qualquer adjetivo nesse sentido. Pura verdade!
Mas antes isso. Antes uma alienada consciente de sua alienação que uma engajada pelas coisas erradas. Ou pelas meias verdades. Ou pior, uma engajada na verdade fabricada pelos outros. E pior! Uma engajada em verdades contestáveis que sai “engajando” gente por aí!
A fotografia mais reproduzida e vendida no mundo é de Che Guevara, um revolucionário, que lutava pela liberdade do povo latino, em busca de condições de vida melhores para esse povo tão sofrido. E que nunca existiu.
Milhares, milhões de jovens nos últimos cinqüenta anos envergaram camisetas com a tal foto do guerrilheiro , ícone da luta por um mundo melhor, sem saber que  Che na verdade foi um assassino a sangue frio, um ditador pior que Fulgencio Batista, um incompetente que afundou a economia cubana e um irresponsável com a vida e o futuro de toda a população de Cuba. Tanto é que a revolução está lá: um país miserável, destruído e destituído da posição de destaque que Cuba se valia no mundo, quando paraíso caribenho.
E quem fez de Che um herói? As gerações anteriores a essa gente que hoje anda por aí levantando bandeiras contra e a favor de movimentos, leis, obras e mudanças que mal conhecem.
Se a usina de Belo Monte será boa ou ruim para o Brasil eu não sei. Deveria saber, confesso. Deveria utilizar meu tempo livre em frente ao computador procurando informações de especialistas, de pensadores, de intelectuais, de gente que sabe o que está dizendo. Deveria ler artigos sérios, publicados por gente séria, deveria pesquisar as leis que autorizaram a construção e o consórcio, o projeto, o risco ambiental, e tudo o que fosse necessário para emitir opinião a respeito.
Eu jamais, porém, deveria dar crédito a um vídeo tendencioso e deturpado apresentado por atores globais, convenhamos. Ao contrário de muita gente que o fez, ainda faz e que sinceramente, pra mim, está “pagando um  tremendo mico” virtual.
Algo me diz que antes de se levantar uma bandeira por aí, é preciso embasamento, conhecimento, reflexão, análise, crítica e mais um monte de exercícios mentais que devem ser feitos, par se concluir por si, que aquele assunto é digno ou não de defesa. Informação. É preciso informação antes de mais nada. E isso é tão óbvio que me perguntou por que estou escrevendo uma obviedade desse tamanho. Talvez porque esteja bem cansadinha de demonstrações públicas de ignorância dos outros e resolvi fazer a minha. Sim, parti pra ignorância, porque cansei de ecologistas de meia tigela enchendo o meu saco não reciclável de paciência, de idealistas sem causa própria publicando abobrinhas por aí e gastando o meu tempo com suas teorias da conspiração tão furadas quanto seus argumentos.
Cansei!!!
Deu!!
Calem a boca, perguntem pro Google e exercitem sua massa crítica pelo menos uma vez na vida antes de clicar no “Curtir”, no “Compartilhar” ou no “Enviar” de suas páginas nas redes sociais e e-mails.
Por favor, gente tão preocupada com a poluição que vai nos devorar (oi?): não poluam a rede! Dêem o exemplo!!
A minha página do Facebook, a minha caixa postal e a minha boa opinião a seu respeito, agradecem!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Deslumbrada!


Eu tenho sorte. E muita! Tenho sorte pra dar, vender, doar, transplantar, .. para o que eu quiser fazer. Mas tudo o que eu quero é usufruir dela cada vez mais.
Acredito piamente que a minha descrença em loterias é obra divina porque com a sorte que eu tenho, se eu fizesse as minhas apostas como todo mundo, ganharia mais vezes do que aquele tal deputado cara de pau (fica difícil saber de qual eu estou falando com essa descrição, né?) , e o mundo seria um tantinho mais injusto graças a isso.
Há cerca de dois meses ganhei um convite para a área VIP do Rock in Rio, na noite do show do Stevie Wonder considerado o melhor show do evento. Sorte minha, eu estava lá! Cercada de gente famosa, num ambiente privilegiado, no maior esquema Open Bar, feliz da minha vida!
Na semana passada, com tanta sorte como no Rock In Rio, ganhei dois convites para assistir ao Cirque Du Soleil em São Paulo, no Tapis Rouge, que como definiu minha amiga Silvia e companheira de circo, era o “miolo da alcatra” dos lugares para o show.
Em pleno dia 11/11/11, às 11:11h da noite, eu estava lá, na poltrona 11, na fila D, assistindo a Varekai, embevecida com o que pra mim, agora, é o maior espetáculo da terra. Sorte, eu sei!
Durante quase três horas estive meio anestesiada como as performances impecáveis. Estava tão perto do show que dali conseguiria ver até os defeitos dos números, se houvesse algum! É perfeito! É enlouquecedor! É de fazer o coração palpitar e o queixo cair! Literalmente, porque me peguei boquiaberta várias vezes.
Essas pequenas dádivas não são mérito meu, porque em nenhum dos casos, assim como também não no show do Roberto Carlos, em que eu e minha mãe fomos presenteadas com convites VIP , eu fiz qualquer esforço. Essas coisas simplesmente acontecem. Caem do céu.  Alguém lá em cima decide que eu mereço e pronto! Num passe de mágica estou eu, no “Mundo de Caras” como eu costumo dizer.
E como é bom!
Não, é ótimo!!
E o mais fantástico é que essas coisas são como trair e coçar: é só começar, que logo se espalha.
A minha sorte já anda dando as caras em outras áreas da minha vida além do lazer e do entretenimento. E dos amigos. E da família. E da saúde. E de mais tanta coisa que chega até ser chato escrever tudo, porque é mesmo muita sorte!
Como se diz em romeno, eu tenho sorte, “varekai”*!




* Varekai signfica "onde quer que seja".